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terça-feira, 29 de junho de 2010

Capítulo 15 - ACENTUAÇÃO

ALTERAÇÕES DA ACENTUAÇÃO

A acentuação musical trata dos acentos que encontramos na música, utilizados para enfatizar as frases atribuindo-lhes determinados sentidos, emoções e sentimentos.

Este assunto é importante e tem um grande valor no momento da execução de toda música que os utiliza.

Para a perfeita compreensão deste assunto, é necessária muita atenção, e não apenas uma “leitura rápida”. Ler, reler, esta é a forma de compreender perfeitamente. Você verá que é fácil. O contratempo e a síncope (também chamada de sincopa) são facilmente encontrados nas músicas que você irá estudar e tocar.

Observar novamente os capítulos anteriores sobre divisão do compasso será muito útil.
Os acentos dos compassos são postos normalmente nos tempos fortes (acentuação principal), por exemplo: em um compasso quaternário (4 por 4), onde existem quatro tempos formados por 4 semínimas, o primeiro tempo é considerado forte e o terceiro tempo considerado tempo Meio Forte, já o segundo e o quarto tempos são considerados tempos fracos.

Há certa controvérsia entre autores, onde alguns consideram o primeiro e o terceiro tempos do compasso quaternário como Fortes. Aqui isso ocorrerá apenas no caso de facilitar a didática ou exemplificar algum contraste no sentido da frase.



Os acentos também estão nas notas mais fortes dos tempos (acentuação secundária), como mostrado abaixo:

Veja que o segundo tempo do compasso (tempo fraco) é composto por 4 semi-colcheias. Vamos estudá-lo individualmente.

As notas que formam esse segundo tempo do compasso recebem as mesmas definições de tempos fortes e fracos. Contudo o seu tempo forte não se equivale em intensidade ao do tempo forte do compasso. O tempo forte deste grupo de notas terá a intensidade do tempo fraco do compasso e os tempos fracos do grupo de notas serão ainda mais fracos.



Neste outro exemplo vemos que o terceiro tempo do compasso (Meio Forte), é composto por 4 semi-colcheias. Vamos fazer como fizemos anteriormente, estudá-lo isoladamente.

As notas que formam esse terceiro tempo do compasso recebem as mesmas definições de tempos fortes e fracos. Contudo seu tempo forte se equivale em intensidade ao do tempo forte do compasso. Já os tempos fracos desses grupos de notas se equivaleram em intensidade aos tempos fracos do compasso.

Pois bem, tudo o que vimos acima, é considerado como sendo a acentuação normal do compasso, e como existe exceção para toda regra, vamos vê-las a partir de agora..

Ou o acento é deslocado, o que se denomina contratempo, ou ele é suprimido, ao que damos o nome de sincope. Vejamos estes conceitos isoladamente.

SÍNCOPE

A síncope existe quando o tempo fraco ou parte fraca de um tempo se prolonga para o tempo forte do compasso ou parte forte seguinte, do mesmo tempo. O acento, que deveria surgir nestes últimos, não aparece, sendo suprimido em função disso.

Esta alteração separa o som em duas partes, uma fraca e uma forte. A síncope é indicada pela ligadura e, às vezes, pela nota pontuada.

Abaixo vemos o tempo fraco se prolongando para o tempo forte.


Agora vemos o tempo fraco se prolongando para a parte forte de um tempo do compasso


Na figura a seguir vemos a parte fraca se prolongando para o tempo forte.


Nesta próxima figura já vemos a parte fraca se prolongando para a parte forte de um tempo  do compasso.


Dentro do mesmo compasso, as notas ligadas que formam a síncope geralmente são substituídas por uma só nota, que representa o mesmo valor.



A nota sincopada é aquela que ocupa o lugar onde deveria cair o acento normal.


As síncopes podem ser regulares ou irregulares.

Regular – Ocorre quando as notas que formam a síncope têm os mesmos valores, ou seja, quando as partes fracas e fortes do som forem iguais.

Exemplo:



Irregular – Ocorre quando as notas que formam a síncope têm valores diferentes, ou seja, quando as partes fracas e fortes do som forem desiguais.

Exemplo:


É bom lembrar que as síncopes são muito freqüentes na música brasileira, principalmente nos sambas, onde o ritmo sincopado é indispensável. Os europeus têm muita dificuldade com os ritmos brasileiros exatamente por causa dessa divisão “quebrada”, visto que são mais acostumados a um som “reto”.

Exemplo:


CONTRATEMPO

O contratempo existe quando o acento é deslocado, isto é, quando ao invés de cair em um tempo forte do compasso ou parte forte do tempo, ele cai em tempo fraco do compasso ou parte fraca de tempo sem, no entanto, se prolongar até o tempo forte ou parte forte do tempo, como ocorre na síncope.


Os contratempos podem ser regulares ou irregulares.

Regular – Ocorre quando a nota e a pausa têm a mesma duração.



Irregular – Ocorre quando a nota e a pausa têm durações diferentes.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Capítulo 7 - SINAIS DE ALTERAÇÃO

Olá! Bem-vindo à nossa sétima aula de teoria musical grátis! Quer aprender de forma simples e prática o que são acidentes e enarmonia? Preste atenção!

Capítulo 7:

SINAIS DE ALTERAÇÃO


Alterações ou acidentes são sinais que servem para modificar a altura de uma nota sem mudar seu nome. Servem para elevar ou baixar a altura de um tom ou semitom. Na escrita musical, os acidentes sempre são colocados na frente da nota.


Os acidentes são:


Sustenido – Eleva a altura da nota em um semitom (1/2 tom).



Dobrado Sustenido – Eleva a altura da nota em dois semitons (1 tom).



Bemol – Baixa a altura da nota em um semitom (1/2 tom).


Dobrado Bemol – Baixa a altura da nota em dois semitons (1 tom).



Bequadro – Anula qualquer um dos acidentes anteriores, fazendo a nota voltar à sua altura original.


Usando-se um sustenido ou bemol, também se anula o dobrado sustenido ou dobrado bemol.



Exemplos:


ALTERAÇÕES ASCENDENTES E DESCENDENTES


As Alterações Ascendentes são o sustenido e o dobrado sustenido.


As Alterações Descendentes são o bemol e o dobrado bemol.


Quando a primeira nota está alterada com sustenido e a segunda com dobrado sustenido, a última é elevada somente meio tom, pois um acidente anula sempre o anterior.


Assim, também quando a primeira nota está bemolizada, o efeito do dobrado bemol é de apenas 1 semitom descendente.



O bequadro, além de fazer a nota voltar ao seu estado natural, tem ainda duas funções: após o sustenido ou o dobrado sustenido, ele é uma alteração descendente. Depois do bemol ou do dobrado bemol, o efeito é ascendente. Isso, claro, apenas porque ele anula o acidente em ação e faz com que a nota volte ao seu estado natural.


O bemol também terá efeito ascendente, quando colocado depois de um dobrado bemol.

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O sustenido terá efeito descendente, quando colocado depois de um dobrado sustenido.

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EMPREGO DOS ACIDENTES


Os sinais de alteração podem ser empregados de três maneiras: fixos, ocorrentes e de precaução.

Acidentes Fixos – São colocados junto à clave e seu efeito atinge todas as notas de mesmo nome. Exemplo:



Os acidentes fixos seguem sempre a mesma ordem de aparecimento. A este conjunto de acidentes fixos chamamos Armadura de Clave:


Acidentes Ocorrentes – São colocados no decorrer de um trecho musical e seu efeito atinge somente as notas de mesmo nome que estiverem dentro do mesmo compasso após o acidente. Exemplo:



O efeito dos acidentes ocorrentes só atinge o compasso seguinte quando a nota alterada estiver unida por ligadura à primeira nota do compasso seguinte, desde que ambas sejam de mesma altura. Exemplo:



Acidente de Precaução – É usado apenas para evitar um provável erro de leitura por parte do intérprete. Exemplo:



NOTAS ENARMÔNICAS


Duas ou três notas são chamadas de enarmônicas, enharmônicas, ou en-harmônicas, quando têm a mesma altura e nomes diferentes. Exemplo:


Nos instrumentos de afinação fixa, como o piano, as notas têm a mesma altura e são tocadas na mesma tecla. Nos instrumentos de afinação mutável, como o trompete, duas notas enarmônicas não têm rigorosamente a mesma altura, pois há uma diferença quase imperceptível entre elas. Essa diferença chama-se coma.


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