Sheet Music Plus Rock

Páginas

Mostrando postagens com marcador musical notes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musical notes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Capítulo 6 - TOM, SEMITOM E INTERVALOS

Olá! Esta é nossa sexta aula de teoria musical grátis! Hoje vamos nos aprofundar em tons, semitons e intervalos.

Capítulo 6:

TOM, SEMITOM E INTERVALOS

Semitom é a menor distância entre duas notas seqüenciais, que não admitem entre si um som intermediário. Importante ressaltar que isso é usado na música ocidental, na oriental existe o quarto de tom. O semitom é equivalente à diferença de altura produzida por duas teclas contíguas do piano.



Em alguns países orientais, como a Índia, usa-se o quarto de tom (1/4 tom), que equivale à metade do semitom. Aos ouvidos dos ocidentais a música oriental pode, nestes casos, soar desafinada e estranha. Isso ocorre por não estarmos acostumados a essa variação de freqüência nas notas.

Tom é a maior distância entre duas notas seqüenciais, que admitem entre si apenas um som intermediário (semitom). É o intervalo correspondente a dois semitons.



Os intervalos entre mi e e entre si e são chamados de semitons naturais.





INTERVALO

Intervalo é a diferença de altura entre dois sons. O intervalo existe sempre que houver duas notas de alturas diferentes. Este intervalo pode ser melódico ou harmônico.

→ Intervalo Melódico - Ocorre quando as notas soam sucessivamente.

Exemplo:



→ Intervalo Harmônico - Ocorre quando as notas soam simultaneamente.

Exemplo:



Conforme varia a diferença de altura entre as notas, variam-se os intervalos.

Dá-se o nome de oitava ao conjunto de notas existentes entre uma nota qualquer e sua primeira repetição, no sentido crescente ou decrescente.



Os intervalos podem ser de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, etc., dependendo do número de graus que abrangem.



Os intervalos podem ser Simples ou Compostos.

Intervalos Simples - são os situados dentro do limite da oitava.



O intervalo de oitava também é considerado simples.



Intervalos Compostos - são os que ultrapassam o limite da oitava.



INTERVALOS SUPERIORES E INFERIORES

Os intervalos podem ser superiores, quando a primeira nota é mais grave que a segunda, e inferiores, quando a primeira nota é mais aguda.

Os Superiores também se chamam Ascendente e os Inferiores, Descendentes.



CLASSIFICAÇÃO DOS INTERVALOS SIMPLES:

Os intervalos classificam-se naturalmente pela quantidade de tons e semitons existentes entre suas notas: Maiores, Menores, Justos, Aumentados e Diminutos.

Os intervalos de 2ª, 3ª, 6ª e 7ª podem ser:

•  Maiores

•  Menores

•  Aumentados

•  Diminutos

Os intervalos de 4ª, 5ª e 8ª podem ser:

•  Justos

•  Aumentados

•  Diminutos

Estes intervalos são formados da seguinte maneira:



QUADRO DOS INTERVALOS SIMPLES - Na escala de Dó Maior

Intervalos de 2ªs - são maiores os intervalos de Dó-Ré, Ré-Mi, Fá-Sol, Sol-Lá e Lá-Si, por abrangerem 1 tom. São menores os intervalos de Mi-Fá e Si-Dó, por guardarem entre si 1 semitom.

Intervalos de 3ªs - são maiores os intervalos de Dó-Mi, Fá-Lá e Sol-Si, por abrangerem 2 tons. São menores os intervalos de Ré-Fá, Mi-Sol, Lá-Dó e Si-Ré, por conterem 1 dos semitons naturais (Mi-Fá ou Si-Dó).

Intervalos de 4ªs - são justos os que possuírem um dos semitons naturais: Dó-Fá, Ré-Sol, Mi-Lá, Sol-Dó, Lá-Ré e Si-Mi, por conterem um dos semitons naturais. É aumentado o intervalo de Fá-Si (4ª aumentada), visto não conter nenhum semitom.

Intervalos de 5ªs - são justos os que contiverem um dos semitons. É diminuto o intervalo de Si-Fá (5ª diminuta), que abrange os dois semitons naturais.

Intervalos de 6ª e 7ª - são maiores todos os que contiverem um dos semitons naturais e menores os que abrangerem os dois semitons.

Intervalos de 8ªs - são todos justos e encontram-se em todos os graus.

Para melhorar a leitura e assimilar bem a teoria, nada como praticar! Segue para download uma música de Johann Sebastian Bach, simplificada, em PDF.

Download Balade Pour Adeline

Gostou do conteúdo? Quer receber notificações cada vez que uma nova aula for publicada? assine minha newsletter, e até a próxima!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Teoria Musical: Capítulo 2 - ELEMENTOS DA MÚSICA

Olá! Este é a segunda aula de Teoria Musical grátis! Hoje aprenderemos, de forma rápida e fácil, sobre os elementos da música.

Capítulo 2:

ELEMENTOS DA MÚSICA

Em primeiro lugar vem a pergunta: O que é música? Segundo os dicionários, música é:

1. Arte de combinar sons para que produzam efeito agradável, 2. Resultado da combinação dos sons, 3. Composição musical, 4. Execução de qualquer peça musical.

Música é arte. Sim, é a arte de exprimir os sentimentos através dos sons. A música é constituída de três elementos fundamentais: melodia, harmonia e ritmo.

1. MELODIA – também chamada de linha melódica, é a parte principal de uma idéia musical. Formada por uma sucessão de sons de diferente duração, altura e intensidade, ela é o “canto” que nos faz reconhecer uma música apenas de ouvir alguém cantarolar. Se você estiver cantando Parabéns a Você, estará executando a melodia desta música.
Veja o exemplo:


2. HARMONIA – é um conjunto de notas tocadas ao mesmo tempo. Devemos ter o cuidado de não confundir harmonia com polifonia. Polifonia são duas ou mais melodias diferentes (de instrumentos diferentes) tocadas ao mesmo tempo. Por exemplo, se eu cantar Luar do Sertão e você cantar Felicidade, ambos ao mesmo tempo, teremos uma polifonia. A harmonia sobrepõe os sons para formar acordes, no mesmo instrumento. Diz-se que o trompete é um instrumento melódico, e o violão um instrumento harmônico. Por quê? Simples: Não se pode tocar mais de uma nota simultaneamente no trompete, então não se podem formar harmonias. Já no violão, cada uma das seis cordas é uma nota, podendo ser tocadas ao mesmo tempo seis notas diferentes.
Por exemplo, tocando as cordas soltas, temos as notas Mi-Si-Sol-Re-La-Mi. Abaixo, representadas na pauta.
Note que para representar todas as seis cordas do violão, foram necessárias as claves de Sol e de Fá.
Voltando ao acorde, se pressionarmos a nota Dó3 da 2ª corda (mais aguda), a nota Mi2 da 4ª corda e a nota Dó2 da 5ª corda (mais grave), e então fizermos soar as seis cordas juntas, teremos aí o acorde Dó maior. Veja abaixo:


3. RITMO – é o elemento que nos dá a duração exata da emissão de cada som. Esse foi o primeiro elemento a surgir.

A “batida” de uma música é o seu ritmo. Desde nossos antepassados, lá nas suas cavernas, com seus tambores de pele, já praticavam noções de ritmo. Está nos nossos genes...

Mas de lá até aqui muito já se falou e discutiu sobre música, e muitas divergências existiram. No Romantismo, por exemplo, os filósofos alemães foram os primeiros a afirmar que a música aproximava a alma humana da verdade única. Que através dela nosso espírito se comunicava com o universo.

Já no Materialismo, Igor Stravinsky afirma em Poétique Musicale: “considero a música, pela sua essência, impotente para exprimir seja o que for: um sentimento, uma atitude, um estado psicológico” (...) “para ser realizada exige, única e exclusivamente, uma construção.”

Ou seja: Enquanto os Românticos iam ter com o universo, os Materialistas acreditavam que qualquer pessoa que pegasse papel e caneta podia escrever uma música...

Imagino que tenham achado a aula de hoje realmente curta, comparada à anterior. Mas quero que percebam que não adianta nada eu encher suas cabeças de conteúdo e não lhes dar tempo para trabalhar tudo. Por isso eu repito: Sempre que tiverem dúvidas, perguntem.

 Até a próxima! E se você gostou deste conteúdo e quer se manter atualizado, assine minha newsletter!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Teoria Musical: Capítulo 1 - INICIAÇÃO MUSICAL

Olá! Esta é nossa primeira aula de teoria musical. Como já havia mencionado antes, estas aulas são totalmente grátis, criadas para você que quer aprender teoria musical sem complicações!

Capítulo 1:

INICIAÇÃO MUSICAL

 1. ACÚSTICA – é a ciência do som.

 Quando você puxa uma corda do violão, por exemplo, a mesma tende a voltar à posição original assim que for solta. Mas devido à tensão exercida sobre esta corda, ela fará um movimento de vai e vem repetidas vezes, diminuindo gradativamente esta tensão, até que a corda finalmente repouse no ponto de origem. Esse movimento da corda chama-se vibração.

 Estas vibrações são transmitidas pelo ar sob forma de ondas sonoras, e a sensação que elas produzem em nossos ouvidos chama-se som.

O som é chamado de ruído quando as vibrações são irregulares. Por exemplo, o som de uma batida na mesa, ou o som de um estalar de dedos. Sendo estas vibrações regulares, diz-se que o som é um som musical. Por exemplo, o som de um piano, ou de alguém cantando.

 2. FREQUÊNCIA – é a medida do número de vibrações por segundo de um corpo elástico (como nossa corda de violão). Essa medida se faz em hertz (Hz). Por exemplo, se a corda o violão produzir 256 vibrações por segundo, estaremos ouvindo a nota Dó, e poderemos afirmar que este som tem 256 Hz.

As notas musicais têm sempre a mesma freqüência, seja qual for o instrumento que a produza. Sendo assim, este Dó:



 Terá sempre a freqüência de 256 Hz, quer provenha de um violino, de um saxofone ou da voz de um tenor.

Quanto maior a freqüência, mais agudo (alto) é o som. Por exemplo:

  Apesar da imensa quantidade de medidas de freqüência, o ouvido humano não pode captar todas elas. Pesquisadores afirmam que o som mais grave que percebemos é de 20 vibrações por segundo, tendo o mais agudo 20.000 vibrações por segundo.
Para afinar instrumentos musicais, usa-se por base o som do diapasão. Um pequeno instrumento que produz sempre a nota Lá de 440 Hz. Os afinadores digitais não escapam à regra. 
Obs.: Convém notar que estas frequências podem variar um pouco, de acordo com a localidade ou época. Porém, para facilitar e padronizar nossos estudos, optamos pelo uso da maioria: Lá = 440Hz.
Abaixo, o Lá de 440 Hz: 


 A distância (mn) que o corpo elástico percorre ao vibrar chama-se amplitude.


É a amplitude que determina a intensidade do som. Quanto maior a amplitude, Mais forte é o som. Aqui devemos ter o cuidado para não confundir força com altura. É comum dizer que “o som está alto” e que vamos “baixar o volume”. O correto é dizer que o som está forte. Do contrário estaremos dizendo que o som está muito agudo e que devemos deixá-lo mais grave...

PROPRIEDADES DO SOM

O som tem quatro propriedades: duração, intensidade, altura e timbre.

 1. DURAÇÃO – é o tempo de produção do som. É indicado na escrita musical pelas figuras de ritmo e pelo andamento, que veremos mais adiante.

 2. INTENSIDADE – como já foi estudado, a intensidade é determinada pela amplitude da vibração. É a propriedade do som ser mais forte ou mais fraco. É indicada na escrita musical através dos sinais de dinâmica.

  3. ALTURA – determinada pela freqüência da vibração (Hz), essa é a propriedade do som ser mais grave ou mais agudo. Indica-se a altura, na escrita musical, pela posição da nota no pentagrama (pauta) e pela clave.

  4. TIMBRE – é o que nos permite reconhecer de cada som a sua origem. Se ouvimos o som de um violino,o reconhecemos pelo timbre. Sabemos, mesmo sem vê-lo, que é um violino, e não um piano, por exemplo.


 Todo e qualquer instrumento tem todas as quatro propriedades, inclusive instrumentos de percussão, como tambores, castanholas. Neste caso, o que define a afinação é o material utilizado, a tensão das peles e o diâmetro. Naquela regra básica: quanto mais esticado ou menor o instrumento, mais alto o som, e vice-versa.

Se você gostou deste conteúdo, não esqueça de assinar minha newsletter para ficar sempre atualizado!