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sexta-feira, 27 de março de 2009

Teoria Musical: Capítulo 4 - SINAIS DE DURAÇÃO

Olá! Esta é a quarta aula de Teoria Musical grátis! Hoje vamos aprender de forma fácil e descomplicada, sobre os sinais de duração na escrita musical.

Capítulo 4:

SINAIS DE DURAÇÃO
Tempo – são valores musicais marcados por movimentos iguais entre si. As batidas de um coração, os passos ao caminhar e o alternar de um pêndulo são alguns exemplos de que chamamos de tempo em música.




Como sinais de duração, também chamados figuras de ritmo, temos as figuras e as pausas.


Figuras ou Valores Positivos – São os sinais que indicam a duração do som. Existem diversas figuras, mas as mais comuns são sete:



Em princípio a semibreve representa o compasso inteiro. As variações desses valores serão assunto para mais tarde. Da soma de duas semibreves (inteiros) resulta outra figura musical chamada breve ou duplo inteiro (8 tempos).



A partir de subdivisões do inteiro (semibreve) obtêm-se todas as demais figuras. Sendo assim:



A figura musical se divide em:







Para facilitar a leitura, duas notas que possuam colchetes podem ser unidas por uma ou mais barras, de acordo com o nº de colchetes. Por exemplo:

A haste se coloca para cima ou para baixo na pauta dependendo da posição da nota. Procura-se deixar a figura dentro do pentagrama sempre que possível.


O número de colchetes aumenta de acordo com a divisão das figuras. Ou seja, se a colcheia tem um colchete, a semicolcheia tem dois, a fusa três, etc.

Pausas ou Valores Negativos – São os sinais que indicam a interrupção do som durante a execução de um trecho musical. Assim como as figuras, cada pausa tem uma forma e um nome diferentes conforme o seu tempo de duração. Cada figura tem uma pausa correspondente em valores.

No caso da breve:









Além da breve, outras figuras ainda menos usadas, não serão aqui consideradas. São elas:

Os valores das figuras são importantes, pois nos indicam a correspondência que há entre elas. Ao tomarmos uma figura como exemplo, notaremos que a figura posterior tem exatamente a sua metade, bem como seu valor é metade da figura que a antecede.

Tomemos como exemplo a figura da semínima cujo valor é 1/4 e vamos provar, matematicamente, que seu valor é a metade de sua antecessora, a figura denominada mínima cujo valor é 1/2.


Eu disse que uma figura posterior tem a metade do valor de sua antecessora, não é? Portanto, uma mínima é igual a duas semínimas, certo? Vamos ver:


Somando as duas semínimas temos de obter o valor da mínima.

• 1/4 + 1/4 = (1 + 1)/4 = 2/4, que simplificando obtemos... 1/2, que é exatamente o valor da figura musical mínima.

Experimente fazer o mesmo com as demais figuras: some-as, segundo os valores da tabela, obtendo o mínimo múltiplo comum (MMC) e depois simplifique, dividindo ambos os membros por 2 e chegará ao valor correspondente da figura que antecede àquela que você escolheu para fazer o exercício.

De tudo isso, podemos tirar também que a relação existente entre qualquer figura musical varia na proporção, mas sempre em múltiplos, ou submúltiplos. Para exemplificarmos isso bastar vermos que uma mínimaquartifusas. Claro que não se usa isso, mas veja a relação. Estabeleça, faça algumas tabelas de equivalência como: 1 mínima = 2 semínimas, ou 1 semínima, 1 colcheia e duas semicolcheias. Some seus valores... no final tem que dar o valor da figura inicial, neste caso a mínima. equivale a 128

O mesmo exemplo, colocado em figuras, ficaria assim:
Esses valores serão de extrema importância para a continuidade dos estudos de teoria musical ou mesmo quando estiver escrevendo música, não necessariamente compondo, mas transcrevendo mesmo, passando uma música para o papel, além de ser um fator preponderante para a compreensão de um conceito que iniciaremos em seguida.

Se você não quer fazer "contas", na hora de tocar, basta lembrar a seqüência das figuras e saber que os seus valores são o dobro da figura imediatamente posterior e metade da anterior.

Usaremos esses conceitos para sempre de agora em diante, portanto estude, invente exercícios, exercite até ficar absolutamente fixado, pois é base para qualquer música. Mas nunca esqueça: as dúvidas que você não tira hoje se acumularão amanhã. Então pergunte, seja qual for a dúvida. Estarei sempre pronta a ajudar!

 Para aprimorar a leitura e compreensão das pautas, segue para download a música-tema do filme Titanic, em formato PDF. Uma partitura simplificada que será muito útil na fixação da teoria!


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segunda-feira, 16 de março de 2009

Teoria Musical: Capítulo 3 - NOTAÇÃO MUSICAL

Olá! Esta é nossa terceira aula de teoria musical grátis, e hoje vamos aprender a notação musical básica!

NOTAÇÃO MUSICAL


Notação musical é a forma gráfica de expressar a música. É o conjunto de sinais musicais, como pauta, notas, claves, figuras de ritmo, sinais de duração, etc..

Pauta ou Pentagrama – Conjunto de cinco linhas e quatro espaços “paralelos, horizontais e eqüidistantes.” Traduzindo: mesma direção, mesmo comprimento e mesma distância entre um e outro. A pauta é onde são escritas as notas. Contam-se as linhas e os espaços, como nas cordas de um violão: de baixo para cima. Quanto mais embaixo estiver a linha ou o espaço, mais grave será a nota ali colocada.

  

A pauta natural, com suas cinco linhas e quatro espaços, nem sempre comporta toda extensão de freqüências utilizadas na música. Por isso usam-se linhas e espaços suplementares que são, como o nome sugere, linhas e espaços colocados acima e abaixo da pauta, para que possamos escrever as notas mais agudas e mas graves de que precisarmos.


Notas são os sinais que representam os sons. São ao todo sete notas, que se repetem, de sete em sete, infinitamente. São elas: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Na pauta musical as notas formam uma seqüência. Seguindo-a na ordem crescente ou decrescente teremos a Escala.


Se você tem acesso a um piano ou teclado pode identificar os sons nas teclas brancas, na seqüência abaixo:

Consta que foi Guido D’Arezzo, célebre músico do século XI, quem deu nomes aos sons musicais, aproveitando a primeira sílaba de cada verso do Hino a São João Batista:


05


Tradução: “Purificai, bem-aventurado João, os nossos lábios polutos, para podermos cantar dignamente as maravilhas que o Senhor realizou em Ti. Dos altos céus vem um mensageiro a anunciar a teu Pai, que serias um varão insigne e a glória que terias.”

→ Como a sílaba Ut era difícil de ser cantada, foi substituída por Dó. O Si foi formado da primeira letra de Sancte e da primeira de Ioannes.

→ Para fixar o nome das notas e determinar sua posição no pentagrama foram criadas as claves. Colocada no início da pauta, numa de suas linhas, a clave serve para dar o seu nome à nota que estiver posicionada naquela linha. Complicado? Não. Observe:


Existem três tipos de claves:

São apenas três, mas elas podem aparecer em todas as sete posições do pentagrama. Uma para cada nota. A esta propriedade dá-se o nome de Seteclávio.




As claves mais usadas são a de Sol (2ª linha) e a de Fá na 4ª linha.


A ORIGEM DAS CLAVES


Antes de receber os nomes atuais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si), os sons eram chamados pelas sete primeiras letras do alfabeto, assim:


A


 B


 C


 D


 E


 F


 G




 si


 dó


 ré


 mi


 fá


 sol

Note que a letra A corresponde ao lá e não ao dó.


Em países como a Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e Suécia ainda é usada essa nomenclatura. Esta nomenclatura é usada também por quem toca violão etc., para marcar os acordes a serem tocados.


As claves eram, antigamente, representadas pelas letras correspondentes:


Clave de sol


G


Clave de fá


F


Clave de dó


C



Com o decorrer do tempo, os copistas (pessoas encarregadas de copiar partituras), foram deformando essas letras, até que elas adquirissem as formas atuais, como mostrado abaixo.

1. CLAVE DE SOL – coloca-se na 2ª linha, dando seu nome (sol) à nota que ali estiver. As outras notas devem seguir a ordem da escala.

A Clave de Sol é usada para os sons agudos e alguns dos instrumentos, cujos sons são anotados na Clave de Sol são: clarinete, flauta, harmônica (gaita), saxofone alto e soprano, trompete, oboé, cavaquinho, violão, violino etc.

2. CLAVE DE FÁ – coloca-se na 3ª ou 4ª linhas, dando seu nome (fá) à nota que ali estiver. Da mesma forma, as outras notas devem seguir a ordem da escala.

A Clave de Fá é usada para sons graves e alguns dos instrumentos, cujos sons são anotados na Clave de Fá são: trombone, fagote, tuba, saxofone-tenor, contrabaixo, violoncelo etc.
Convém dizer que, para se anotar os sons do piano ou do teclado é necessário o uso de duas claves, onde se usa clave de Fá para os sons graves (teclas utilizadas pela mão esquerda) e a clave de Sol para os sons agudos (teclas utilizadas pela mão direita), tendo entre elas apenas uma linha suplementar onde se anota o Dó central:

  <!--[if !supportLineBreakNewLine]--> <!--[endif]-->
3. CLAVE DE DÓ – coloca-se na 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª linhas, dando seu nome (dó) à nota que ali estiver. Esta clave, porém, está quase fora de uso. Pouquíssimos músicos a utilizam, dando preferência às claves de Sol e de Fá na 4ª linha.
A Clave de Dó é usada para sons médios, apesar de ser muito pouco usada. Na Idade Média as composições eram escritas em clave de Dó. Atualmente, algumas orquestras ainda a utilizam para alguns instrumentos, como a viola, o violoncelo, o saxofone e o trombone.
Antigamente usava-se também a clave de Sol na 1ª e na 5ª linhas. A razão de termos mais de uma clave é podermos otimizar a escrita e a leitura das músicas. Teoricamente, uma única clave seria o bastante para escrevermos qualquer música. Porém a leitura de uma música cheia de linhas suplementares superiores ou inferiores seria um pesadelo para qualquer musicista. Veja, por exemplo, estas notas:

São difíceis de ler em clave de Sol. Porém, veja a praticidade:


Ao colocar as mesmas notas na clave de Fá, tudo fica mais nítido. Da mesma forma, poderíamos ter o inverso: Suplementares em Fá passam a ser de fácil leitura em Sol.


A transposição de tons também se beneficia do uso de várias claves, como veremos adiante.


Vejamos agora como seriam as posições de um Dó central dentro do complexo das Sete Claves (Seteclávio, para os esquecidos):


Abaixo, um exemplo de como as escalas seguem nas duas claves que utilizaremos: Sol e Fá na 4ª linha. Observe que onde a pauta da clave de Fá termina, começa a da clave de Sol. Uma é segmento da outra.


Disponibilizo aos interessados, uma folha pautada que pode ser baixada e impressa para escrita. É importante praticar a escrita musical de forma a gravar bem a posição das notas e o desenho das claves.
 

Folha pautada para piano:
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Folhas pautadas para solo:

Clave de Sol
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Clave de Fá
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Clave de Dó na 3ª linha
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Clave de Dó na 4ª linha
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Faça isso: baixe a folha pentagramada (esta folha pautada que disponibilizei) com a clave que está mais relacionada ao instrumento de seu interesse e comece a escrever as figuras musicais.

Escreva os nomes acima de cada uma das notas, até que esse conhecimento esteja bem solidificado. Se tiver acesso a alguma partitura, faça o mesmo.

Depois, vá olhando cada nota e falando o nome. Isso o ajudará a memorizar as notas relacionando-as à linha ou espaço que estiver ocupando, tornando assim o processo de leitura mais automatizado.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Teoria Musical: Capítulo 2 - ELEMENTOS DA MÚSICA

Olá! Este é a segunda aula de Teoria Musical grátis! Hoje aprenderemos, de forma rápida e fácil, sobre os elementos da música.

Capítulo 2:

ELEMENTOS DA MÚSICA

Em primeiro lugar vem a pergunta: O que é música? Segundo os dicionários, música é:

1. Arte de combinar sons para que produzam efeito agradável, 2. Resultado da combinação dos sons, 3. Composição musical, 4. Execução de qualquer peça musical.

Música é arte. Sim, é a arte de exprimir os sentimentos através dos sons. A música é constituída de três elementos fundamentais: melodia, harmonia e ritmo.

1. MELODIA – também chamada de linha melódica, é a parte principal de uma idéia musical. Formada por uma sucessão de sons de diferente duração, altura e intensidade, ela é o “canto” que nos faz reconhecer uma música apenas de ouvir alguém cantarolar. Se você estiver cantando Parabéns a Você, estará executando a melodia desta música.
Veja o exemplo:


2. HARMONIA – é um conjunto de notas tocadas ao mesmo tempo. Devemos ter o cuidado de não confundir harmonia com polifonia. Polifonia são duas ou mais melodias diferentes (de instrumentos diferentes) tocadas ao mesmo tempo. Por exemplo, se eu cantar Luar do Sertão e você cantar Felicidade, ambos ao mesmo tempo, teremos uma polifonia. A harmonia sobrepõe os sons para formar acordes, no mesmo instrumento. Diz-se que o trompete é um instrumento melódico, e o violão um instrumento harmônico. Por quê? Simples: Não se pode tocar mais de uma nota simultaneamente no trompete, então não se podem formar harmonias. Já no violão, cada uma das seis cordas é uma nota, podendo ser tocadas ao mesmo tempo seis notas diferentes.
Por exemplo, tocando as cordas soltas, temos as notas Mi-Si-Sol-Re-La-Mi. Abaixo, representadas na pauta.
Note que para representar todas as seis cordas do violão, foram necessárias as claves de Sol e de Fá.
Voltando ao acorde, se pressionarmos a nota Dó3 da 2ª corda (mais aguda), a nota Mi2 da 4ª corda e a nota Dó2 da 5ª corda (mais grave), e então fizermos soar as seis cordas juntas, teremos aí o acorde Dó maior. Veja abaixo:


3. RITMO – é o elemento que nos dá a duração exata da emissão de cada som. Esse foi o primeiro elemento a surgir.

A “batida” de uma música é o seu ritmo. Desde nossos antepassados, lá nas suas cavernas, com seus tambores de pele, já praticavam noções de ritmo. Está nos nossos genes...

Mas de lá até aqui muito já se falou e discutiu sobre música, e muitas divergências existiram. No Romantismo, por exemplo, os filósofos alemães foram os primeiros a afirmar que a música aproximava a alma humana da verdade única. Que através dela nosso espírito se comunicava com o universo.

Já no Materialismo, Igor Stravinsky afirma em Poétique Musicale: “considero a música, pela sua essência, impotente para exprimir seja o que for: um sentimento, uma atitude, um estado psicológico” (...) “para ser realizada exige, única e exclusivamente, uma construção.”

Ou seja: Enquanto os Românticos iam ter com o universo, os Materialistas acreditavam que qualquer pessoa que pegasse papel e caneta podia escrever uma música...

Imagino que tenham achado a aula de hoje realmente curta, comparada à anterior. Mas quero que percebam que não adianta nada eu encher suas cabeças de conteúdo e não lhes dar tempo para trabalhar tudo. Por isso eu repito: Sempre que tiverem dúvidas, perguntem.

 Até a próxima! E se você gostou deste conteúdo e quer se manter atualizado, assine minha newsletter!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Teoria Musical: Capítulo 1 - INICIAÇÃO MUSICAL

Olá! Esta é nossa primeira aula de teoria musical. Como já havia mencionado antes, estas aulas são totalmente grátis, criadas para você que quer aprender teoria musical sem complicações!

Capítulo 1:

INICIAÇÃO MUSICAL

 1. ACÚSTICA – é a ciência do som.

 Quando você puxa uma corda do violão, por exemplo, a mesma tende a voltar à posição original assim que for solta. Mas devido à tensão exercida sobre esta corda, ela fará um movimento de vai e vem repetidas vezes, diminuindo gradativamente esta tensão, até que a corda finalmente repouse no ponto de origem. Esse movimento da corda chama-se vibração.

 Estas vibrações são transmitidas pelo ar sob forma de ondas sonoras, e a sensação que elas produzem em nossos ouvidos chama-se som.

O som é chamado de ruído quando as vibrações são irregulares. Por exemplo, o som de uma batida na mesa, ou o som de um estalar de dedos. Sendo estas vibrações regulares, diz-se que o som é um som musical. Por exemplo, o som de um piano, ou de alguém cantando.

 2. FREQUÊNCIA – é a medida do número de vibrações por segundo de um corpo elástico (como nossa corda de violão). Essa medida se faz em hertz (Hz). Por exemplo, se a corda o violão produzir 256 vibrações por segundo, estaremos ouvindo a nota Dó, e poderemos afirmar que este som tem 256 Hz.

As notas musicais têm sempre a mesma freqüência, seja qual for o instrumento que a produza. Sendo assim, este Dó:



 Terá sempre a freqüência de 256 Hz, quer provenha de um violino, de um saxofone ou da voz de um tenor.

Quanto maior a freqüência, mais agudo (alto) é o som. Por exemplo:

  Apesar da imensa quantidade de medidas de freqüência, o ouvido humano não pode captar todas elas. Pesquisadores afirmam que o som mais grave que percebemos é de 20 vibrações por segundo, tendo o mais agudo 20.000 vibrações por segundo.
Para afinar instrumentos musicais, usa-se por base o som do diapasão. Um pequeno instrumento que produz sempre a nota Lá de 440 Hz. Os afinadores digitais não escapam à regra. 
Obs.: Convém notar que estas frequências podem variar um pouco, de acordo com a localidade ou época. Porém, para facilitar e padronizar nossos estudos, optamos pelo uso da maioria: Lá = 440Hz.
Abaixo, o Lá de 440 Hz: 


 A distância (mn) que o corpo elástico percorre ao vibrar chama-se amplitude.


É a amplitude que determina a intensidade do som. Quanto maior a amplitude, Mais forte é o som. Aqui devemos ter o cuidado para não confundir força com altura. É comum dizer que “o som está alto” e que vamos “baixar o volume”. O correto é dizer que o som está forte. Do contrário estaremos dizendo que o som está muito agudo e que devemos deixá-lo mais grave...

PROPRIEDADES DO SOM

O som tem quatro propriedades: duração, intensidade, altura e timbre.

 1. DURAÇÃO – é o tempo de produção do som. É indicado na escrita musical pelas figuras de ritmo e pelo andamento, que veremos mais adiante.

 2. INTENSIDADE – como já foi estudado, a intensidade é determinada pela amplitude da vibração. É a propriedade do som ser mais forte ou mais fraco. É indicada na escrita musical através dos sinais de dinâmica.

  3. ALTURA – determinada pela freqüência da vibração (Hz), essa é a propriedade do som ser mais grave ou mais agudo. Indica-se a altura, na escrita musical, pela posição da nota no pentagrama (pauta) e pela clave.

  4. TIMBRE – é o que nos permite reconhecer de cada som a sua origem. Se ouvimos o som de um violino,o reconhecemos pelo timbre. Sabemos, mesmo sem vê-lo, que é um violino, e não um piano, por exemplo.


 Todo e qualquer instrumento tem todas as quatro propriedades, inclusive instrumentos de percussão, como tambores, castanholas. Neste caso, o que define a afinação é o material utilizado, a tensão das peles e o diâmetro. Naquela regra básica: quanto mais esticado ou menor o instrumento, mais alto o som, e vice-versa.

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